Ex.: perda 1 (quebra/falha) no conjunto tracionador da extrusora 2 — perfis de PVC, 3 turnos: 14 paradas/mês, 38 h/mês (apontamento + OS do CMMS). Hora de linha parada R$ 2.100, validada com a Controladoria → R$ 958 mil/ano, 57% de tudo o que foi mapeado. OEE de partida 58% = D 71% × P 86% × Q 95% — a perda bate na Disponibilidade. MTBF 46 h, MTTR 82 min.
Ex.: 64% das horas de quebra da linha estão no tracionador. Modos dominantes: travamento da corrente por falta de lubrificação (22 h/mês) e rolamento desalinhado após a troca (11 h/mês), concentrados no turno 3 e no perfil branco 60 mm. Tema proporcional: atacável em 3 meses, dentro da alçada do gerente industrial. B/C estimado: R$ 730 mil ÷ R$ 74 mil = 9,9 — 1º da carteira.
Ex.: meta: quebra do tracionador de 38 para ≤ 10 h/mês e OEE da linha 2 de 58% para 71% até 15/12/2026 (MTBF ≥ 180 h). KPI: h de quebra/mês, OEE, MTBF; KAI: aderência à rota de lubrificação, % de trocas com gabarito e torquímetro. Equipe: supervisor (líder), operador, mecânico da manutenção, planejador. Pilar âncora: FI; interfaces: AM, PM, E&T e SHE. Patrocinador: gerente industrial.
Ex.: limpeza inicial em 12/09 (parada de 6 h): 23 etiquetas — 14 azuis (operação) e 9 vermelhas (manutenção); corrente ressecada e ponto de lubrificação atrás do guarda-corpo, fora da rota. Why-Why: quebra → corrente travada → sem lubrificação → ponto inacessível com a máquina rodando → projeto não previu lubrificação em operação. 2ª causa: rolamento desalinhado na troca — sem gabarito e sem torque definido (confirmado em 8 trocas medidas).
| Contramedida (causa que bloqueia) | Quem | Quando | Status |
|---|---|---|---|
| Ex.: ponto de lubrificação remoto, acessível com a máquina em operação (causa 1, AM) | mecânico + projetos | 14/10 | feito |
| Ex.: CIL por turno + rota de lubrificação semanal no cartão do operador (causa 1, AM) | operadores | 20/10 | feito |
| Ex.: gabarito de alinhamento + torque definido na troca de rolamento (causa 2, PM) | manutenção | 28/10 | feito |
Treinamento e desvios. Ex.: 3 LPPs (lubrificação remota, CIL do tracionador, troca com gabarito) + OJT com 9 operadores e 4 mantenedores nos 3 turnos, 15–19/10, registros assinados. Desvio: o extensor de lubrificação vibrava — refeito com suporte rígido (ata 24/10, +R$ 10 mil; custo total R$ 74 mil).
| Indicador (KPI / KAI) | Antes | Depois | Meta | Meta atingida? |
|---|---|---|---|---|
| Ex.: horas de quebra do tracionador (h/mês) | 38 | 9 | ≤ 10 | SIM (−76%) |
| Ex.: OEE da linha 2 (%) | 58 | 71 | 71 | SIM |
| Ex.: MTBF (h) | 46 | 198 | ≥ 180 | SIM |
Ganho e B/C real. Ex.: 29 h/mês recuperadas × R$ 2.100 ≈ R$ 61 mil/mês → R$ 731 mil/ano, validados com Finanças na mesma régua da valorização. Custo total R$ 74 mil → B/C real 9,9. MTTR caiu de 82 para 45 min. Sustentação: 3 meses, sem retorno do patamar.
Ex.: SOP-EXT-014 v1 (troca de rolamento com gabarito e torque) e CIL-EXT-003 v2 (rota de lubrificação por turno) publicados em 08/12, com OJT nos 3 turnos. Pillar board do FI: h de quebra/mês e MTBF, limite de reação 12 h/mês com plano definido. Expansão: extrusoras 1 e 3 até mar/2027 (+R$ 480 mil/ano, com dono e data). Remanescente: pequenas paradas do puxador/serra (B/C 3,0) — próximo ciclo Kobetsu Kaizen.
A Folha de Kobetsu Kaizen conta uma história em que cada bloco sustenta o seguinte: perda achada nas 16 grandes perdas e valorizada → OEE de partida decomposto → tema proporcional priorizado por B/C → charter com pilar âncora → condição básica restaurada antes da análise → causa raiz provada → execução treinada (LPP/OJT antes) → ganho na mesma régua com B/C → padrão, gestão à vista e expansão horizontal. Se a Verificação mostrar que o ganho não sustentou, o retorno documentado ao equipamento vale mais para a banca do que um sucesso sem evidência.