Ex.: quebra do tracionador da extrusora 2 — 14 paradas/mês, 38 h/mês; 71% das horas em 2 modos de falha (travamento da corrente e falha do rolamento do eixo superior)
| Hipótese | Como foi testada | Dado / resultado | Veredicto |
|---|---|---|---|
| H1 — corrente de tração operando sem lubrificação | inspeção pós-limpeza inicial + 30 dias com o ponto remoto lubrificado | desgaste dos elos 3× acima do catálogo; após lubrificar, 30 dias sem travamento | CONFIRMADA |
| H2 — rolamento desalinhado na troca | medição do desvio em 6 trocas + acompanhamento da vida útil | desvio de até 0,8 mm sem gabarito; trocas com alinhamento controlado duram 4× mais | CONFIRMADA |
| H3 — sobrecarga da linha sobre o tracionador | conferência do dimensionamento × carga real medida | corrente dimensionada com 40% de folga sobre a carga de pico | DESCARTADA |
| H4 — lote de rolamento ruim | histórico de falhas do CMMS por fornecedor | mesmo padrão de falha com 2 fornecedores diferentes | DESCARTADA |
Ex.: 1) corrente operando seca — ponto de lubrificação fora da rota (Máquina/Método, interface AM); 2) rolamento desalinhado na troca — sem gabarito nem torque padrão (Método, interface PM). As duas juntas explicam 71% das horas de quebra do tracionador
O erro clássico é parar no Ishikawa votado: a equipe elege a causa "favorita" e sai agindo — voto não é evidência. Teste cada hipótese com dado, histórico de falhas ou experimento controlado, e documente as descartadas: descartar com evidência é método, não desperdício — é o que impede o time de investir no alvo errado. E levante o Ishikawa depois de restaurar a condição básica (P06): em equipamento degradado, metade das hipóteses é sujeira, não causa. Causa do tipo "falta de atenção" quase sempre esconde um porquê de método ou de máquina.