Ex.: travamento da corrente de tração do tracionador da extrusora 2 — 8 paradas/mês, 21 h/mês
Ex.: histórico de falhas do CMMS, 5 meses
Ex.: porque os elos da corrente sofrem desgaste acelerado e prendem na coroa
Ex.: alongamento medido 3× acima do catálogo
Ex.: porque a corrente opera seca, sem filme de lubrificante
Ex.: limpeza inicial (P06) — etiqueta vermelha 01, foto 01
Ex.: porque o ponto de lubrificação está atrás da proteção e não é alcançado pela rota
Ex.: rota de lubrificação × foto do ponto obstruído
Ex.: a rota de lubrificação nunca foi revisada depois que a proteção foi instalada — condição básica não mantida (interface AM). Bloqueio: ponto de lubrificação remoto + rota revisada + CIL por turno
Ex.: 30 dias lubrificando pelo ponto remoto — zero travamento
Ex.: falha prematura do rolamento do eixo superior — 6 paradas/mês, 17 h/mês, com pico nas 48 h após a troca
Ex.: histórico de falhas do CMMS por data de troca
Ex.: porque o rolamento é montado desalinhado e trabalha sob carga radial fora do projeto
Ex.: desvio medido de até 0,8 mm em 6 trocas
Ex.: porque a troca é feita sem gabarito de alinhamento e sem torque padrão — "no aperto do mecânico"
Ex.: acompanhamento de 6 trocas com torquímetro aferido
Ex.: o procedimento de troca do conjunto nunca foi padronizado (interface PM). Bloqueio: gabarito de alinhamento + torque padrão + preventiva por condição no CMMS
Ex.: trocas com alinhamento controlado duram 4× mais
| Etapa da análise P-M | O que preencher | No seu projeto |
|---|---|---|
| 1. Fenômeno descrição física | Descreva o que acontece fisicamente no ponto, com a peça e o movimento reais — não o efeito no indicador. | Ex.: os elos da corrente prendem no dente da coroa no instante da aceleração, gerando pico de tração e desarme do inversor |
| 2. Princípios físicos | Que princípio governa o fenômeno? Atrito, folga, dilatação, força, torque, vibração, viscosidade. | Ex.: atrito metal-metal sem filme lubrificante → desgaste adesivo → alongamento do passo → interferência com o passo da coroa |
| 3. Condições que produzem o fenômeno 4M | Liste todas as condições que, isoladas ou combinadas, produzem o fenômeno — inclusive as improváveis. Não filtre nesta etapa. | Ex.: (Máquina) corrente sem filme de óleo · coroa com dente desgastado · desalinhamento entre eixos; (Material) graxa fora da especificação; (Método) rota não alcança o ponto · tensionamento sem critério; (Mão de obra) sem padrão de inspeção da corrente |
| 4. Como medir / verificar cada condição | Método, instrumento e critério de aceitação de cada condição listada — o que é padrão e o que é desvio. | Ex.: alongamento com régua de desgaste (limite 2% do passo); filme de óleo por inspeção visual a cada turno; alinhamento com relógio comparador (≤ 0,2 mm); temperatura do mancal com termômetro infravermelho (≤ 60 °C) |
| 5. Contramedida | Para cada condição fora do padrão: restaurar, eliminar ou tornar impossível o desvio. Leve as ações pro 5W2H (P09). | Ex.: ponto de lubrificação remoto (elimina a condição "opera seco"), CIL com inspeção da corrente por turno (detecta o desvio cedo) e troca da coroa junto com a corrente (elimina o desgaste combinado) |
Ex.: as duas causas raiz explicam 71% das horas de quebra do tracionador — travamento por falta de lubrificação (30 dias sem ocorrência após o ponto remoto) e falha do rolamento por desalinhamento na troca (vida 4× maior com gabarito). Nenhuma parada registrada no período fica sem explicação.
Dois sinais de cadeia ruim: parar cedo demais (a "causa" ainda é sintoma — se a resposta for "falta de atenção", pergunte por quê de novo) e terminar em pessoa — cadeia que acaba em alguém esconde um porquê de método, máquina ou padrão. E não force o Why-Why em perda crônica de equipamento: quando o fenômeno tem várias condições atuando juntas, a cadeia linear sempre elege uma e erra. Aí o caminho é a análise P-M — descer ao fenômeno físico, listar todas as condições e medir uma a uma, mesmo as que o time acha improváveis.