KIT TPM VOITTO · FASE AGIR — PASSO 7 · PADRONIZAÇÃO E EXPANSÃO

EXPANSÃO HORIZONTAL E LIÇÕES APRENDIDAS

Do equipamento modelo pras réplicas — onde mais a solução se aplica, o que ficou de fora e o próximo ataque indicado pelo mapa de perdas

Como usar

  1. Liste os equipamentos, linhas e áreas similares onde a solução se aplica — em TPM, o equipamento do projeto é o equipamento modelo; a multiplicação é parte do método, não bônus.
  2. Pra cada réplica: o que replica, a adaptação necessária, o dono, o prazo e o benefício adicional estimado — com os operadores e mecânicos do equipamento modelo como multiplicadores.
  3. Atualize o mapa das 16 grandes perdas com o que ficou de fora: as perdas remanescentes voltam valoradas pro mapa e disputam o próximo ciclo.
  4. Registre as lições aprendidas — sobre a perda e sobre o método — enquanto estão frescas.
  5. Aponte o próximo ataque indicado pelo mapa de perdas e arquive a Folha de Kobetsu Kaizen no acervo do pilar: projeto que ninguém encontra depois não ensina ninguém.
Projeto / equipamento modelo
Responsável pela expansão
Data de fechamento do ciclo

1. Mapa de réplica — expansão horizontal

equipamento modelo → similares, com multiplicadores, prazo e benefício estimado
Equipamento / linha similar O que replica Adaptação necessária Multiplicadores (quem replica) Prazo Benefício estimado
Ex.: tracionador da extrusora 1 (mesmo conjunto, mesmo fabricante)ponto de lubrificação remoto + CIL por turno + gabarito de alinhamento + preventiva por condição + as 3 LPPsmedida do suporte do ponto remoto (perfil de saída diferente)operador líder da extrusora 2 + mecânico que fez o gabaritofev/2027≈ R$ 280 mil/ano
Ex.: tracionador da extrusora 3idemgabarito precisa de segunda medida (rolamento de outra bitola)os mesmos multiplicadores + operadores da extrusora 1 já treinadosmar/2027≈ R$ 200 mil/ano

2. Perdas remanescentes e próximo ataque

o que ficou de fora volta valorado pro mapa das 16 perdas e disputa o próximo ciclo
Perda remanescente (das 16 grandes perdas) Valor (R$/ano ou físico) Recomendação
Ex.: pequenas paradas e operação em vazio da extrusora 2 (perda 3)7 h/mês ≈ R$ 176 mil/anopróximo ataque indicado pelo mapa de perdas — é a maior perda remanescente do equipamento; abrir Kobetsu Kaizen com a mesma equipe, pilar âncora FI
Ex.: perda de velocidade no perfil de maior bitola (perda 4)≈ 3 p.p. de Performancemonitorar 1 trimestre pós-projeto e reavaliar no mapa — pode ser condição de processo, não perda de equipamento
Ex.: refugo de partida após parada programada (perda 8)≈ R$ 62 mil/anoencaminhar ao pilar QM — condições Q da partida, fora do escopo deste projeto

Lições aprendidas — sobre a perda e sobre o método

Ex.: restaurar a condição básica antes de analisar mudou o diagnóstico — com a corrente lubrificada, metade das "quebras" sumiu e sobrou a causa real (rolamento desalinhado na troca); o ponto de lubrificação inacessível não aparecia em nenhum relatório, só na limpeza inicial; medir MTBF antes e depois na mesma janela evitou a discussão de "foi sorte do mês".

Arquivamento da Folha de Kobetsu Kaizen

Ex.: Folha de Kobetsu Kaizen arquivada no acervo do pilar FI (pasta da área + cópia no quadro do pilar), apresentada à liderança em 15 minutos na reunião mensal do pilar.

Dica do especialista

Solução presa no equipamento modelo é ganho pela metade — a multiplicação é o que separa um bom Kobetsu Kaizen de um sistema TPM. Os melhores multiplicadores são os operadores e mecânicos do equipamento modelo: quem viveu o projeto replica com convicção, não por ordem. E feche o ciclo devolvendo as perdas remanescentes valoradas pro mapa das 16 grandes perdas — é o mapa, não a memória do líder, que escolhe o próximo ataque.

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