KIT TPM VOITTO · FASE CHECAR — PASSO 6 · VERIFICAÇÃO DE RESULTADOS

VERIFICAÇÃO ANTES × DEPOIS (OEE/MTBF) + B/C

KPI e KAI na mesma régua, o OEE decomposto e o MTBF/MTTR antes × depois, o ganho validado em R$ e o B/C real — a prova do ganho

Como usar

  1. Meça o mesmo indicador, no mesmo formato de gráfico da identificação — KPI (resultado) e KAI (atividade). Régua diferente não prova nada.
  2. Mostre o OEE decomposto antes × depois (Disponibilidade × Performance × Qualidade): é preciso ficar visível em qual fator a melhoria bateu. Em projeto de manutenção, some MTBF, MTTR e nº de quebras.
  3. Valide o ganho em R$ na mesma régua da valorização inicial (mesmo custo de hora parada, mesma base de cálculo) com Finanças/Controladoria — com nome, data e assinatura de quem validou.
  4. Feche o B/C real: benefício anual validado ÷ custo total realizado (investimento + peças + horas da equipe + ajustes).
  5. Monitore por tempo suficiente pra separar melhoria de sorte e cheque os efeitos secundários: o que melhorou de carona e o que pode ter piorado — segurança e qualidade têm prioridade absoluta.
Projeto / perda atacada
Período de monitoramento
Ganho validado por (Finanças / Controladoria)

1. KPI e KAI — antes × depois na mesma régua

mesmo indicador e mesmo formato de gráfico da identificação
Indicador (KPI ou KAI) Antes Depois Meta Variação %
Ex.: horas de parada por quebra do tracionador/mês (KPI)38 h/mês9 h/mês≤ 12 h/mês−76%
Ex.: OEE da extrusora 2 (KPI)58%71%70%+13 p.p.
Ex.: trocas de rolamento feitas com gabarito e torque (KAI)0%100%100%
Ex.: aderência ao CIL do tracionador por turno (KAI)96%≥ 95%

2. OEE decomposto e confiabilidade — antes × depois

em qual fator a melhoria bateu · MTBF/MTTR para projetos de manutenção
Fator / indicador Antes Depois Como foi medido (mesma fonte e mesma janela)
Disponibilidade71%86%apontamento de parada da extrusora 2 — mesma classificação das 16 perdas
Performance86%87%metros produzidos ÷ velocidade nominal do perfil, mesma cesta de produtos
Qualidade95%95%refugo + retrabalho da linha, mesmo critério de classificação
OEE (D × P × Q)58%71%a melhoria veio quase toda pela Disponibilidade — coerente com a perda atacada (quebra)
MTBF (tempo médio entre falhas)46 h198 hhistórico de falhas do CMMS — janela de 3 meses antes × 3 meses depois
MTTR (tempo médio de reparo)82 min45 minordens de serviço corretivas do tracionador (abertura → liberação)
Nº de quebras/mês143ordens corretivas do conjunto tracionador no CMMS

3. Ganho validado em R$

mesma régua da valorização inicial — validado por Finanças/Controladoria
Ganho Memória de cálculo R$/mês R$/ano Validado por (nome / data)
Ex.: horas de extrusora recuperadas29 h/mês recuperadas (38 → 9) × R$ 2.100/h — mesmo custo de hora parada da valorização inicial≈ R$ 60,9 mil≈ R$ 731 milControladoria — 12/12/2026
Ex.: rolamentos e correntes não consumidos (ganho de carona)7 rolamentos + 2 correntes/ano a menos — NÃO somado ao B/C, por conservadorismo≈ R$ 1,6 mil≈ R$ 19 milControladoria — 12/12/2026

B/C real + sustentação

Ex.: custo total realizado R$ 74 mil (investimento de R$ 64 mil + horas da equipe + mangueira do ponto remoto refeita). B/C real = 731 ÷ 74 ≈ 9,9. Sustentação: 3 meses monitorados, incluindo 2 trocas programadas de rolamento, sem retorno ao patamar antigo.

Decisão da verificação

Ex.: meta atingida (OEE 71% ≥ 70%, MTBF 198 h) e ganho validado pela Controladoria — seguir pra Padronização e Expansão. Se o resultado NÃO tivesse sustentado: voltar à condição básica e ao Why-Why — causa mal identificada não se resolve com mais ação.

4. Efeitos secundários

segurança e qualidade têm prioridade absoluta — efeito colateral nelas reprova
Efeito observado Positivo / negativo Tratamento
Ex.: lubrificação pelo ponto remoto tirou o operador da zona de risco da correntepositivo (segurança)risco reclassificado no mapa de riscos da área — registrado na interface com o pilar SHE
Ex.: refugo de perfil fora de bitola nos religamentos caiu 41%positivo (qualidade)registrado como ganho adicional de qualidade, ainda não somado ao B/C
Ex.: check do CIL adiciona 6 min/turnonegativo controladoincorporado ao balanceamento do posto, sem perda de produção

Registro do gráfico antes × depois

Ex.: gráfico sequencial contínuo (P05) atualizado com a linha da meta, mais o OEE decomposto em barras empilhadas — anexados ao projeto e à Folha de Kobetsu Kaizen.

Dica do especialista

O ganho só existe na mesma régua da valorização inicial — mudou o custo de hora parada ou a janela de medição no meio, virou "ganho de apresentação" e a banca (e a auditoria) derruba. Mostre o OEE decomposto: se a perda atacada era quebra, a melhoria tem que aparecer na Disponibilidade e no MTBF — se apareceu em outro fator, a história não fecha. Valide com Finanças antes de declarar e feche o B/C com o custo total realizado, não só com o investimento.

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