KIT TPM VOITTO · FASE PLANEJAR — PASSO 5 · CONTRAMEDIDAS (PLANEJAMENTO)

5W2H — PLANO DE CONTRAMEDIDAS

Cada ação ligada à causa comprovada que ela bloqueia — o quê, por quê, quem, onde, quando, como, quanto

Como usar

  1. Parta das causas raiz comprovadas (P08) — cada ação nasce ligada à causa que bloqueia. Ação órfã de causa é remendo.
  2. Prefira contramedida na fonte (acesso, gabarito, poka-yoke, padrão) a inspeção no fim — inspecionar não remove a causa.
  3. Preencha as 7 colunas de cada ação — quanto custa inclusive: é o custo total daqui que entra no B/C do projeto (P03).
  4. Avalie riscos e efeitos colaterais de cada ação ANTES de executar — e defina a mitigação.
  5. Planeje o treinamento (LPP/OJT) antes de virar a chave — contramedida que entra sem quem opera treinado não sustenta.
  6. As datas planejadas aqui viram datas reais no D10 — é a comparação plano × execução que a banca confere.
Projeto
Responsável pelo plano
Custo total estimado (R$)

1. Plano 5W2H

uma linha por contramedida — todas com dono, prazo e custo
O quê (contramedida) Por quê (causa que bloqueia) Quem Onde Quando Como Quanto (R$)
Ex.: ponto de lubrificação remoto da corrente, acessível sem desmontar a proteçãocausa raiz 1 — corrente opera seca: ponto inacessível fora da rotamanutenção mecânicatracionador · extrusora 2até 14/10tubulação flexível + engate com trava até a lateral da proteção21.000
Ex.: rota de lubrificação revisada + CIL do tracionador com check por turnocausa raiz 1 — condição básica não mantida (interface AM)lubrificador + operadoreslinha de extrusão 2até 17/10revisão da rota no CMMS + cartão CIL no posto com check por turno4.000
Ex.: gabarito de alinhamento + procedimento de troca com torque padrãocausa raiz 2 — troca do rolamento sem gabarito nem torquemecânico de manutençãoeixo superior do tracionadoraté 21/10usinagem do gabarito + torquímetro aferido + procedimento homologado19.000
Ex.: plano preventivo do rolamento por condição no CMMScausa raiz 2 — falha prematura sem detecção antecipada (interface PM)analista de PCMCMMS · extrusora 2até 24/10gatilhos de temperatura e ruído do mancal disparando ordem de serviço9.000
Ex.: treinamento de 12 operadores e 4 mantenedores em 3 LPPssustentação das causas 1 e 2 — LPP/OJT antes de virar a chavelíder do projeto (supervisor da linha 2)posto + sala de turno13 a 17/103 LPPs (lubrificar pelo ponto remoto · check do CIL · troca com gabarito) + OJT registrado11.000

2. Riscos e efeitos colaterais

antecipe o que pode dar errado — e o combinado de mitigação
Risco / efeito colateral Impacto se acontecer Mitigação
Ex.: o check do CIL por turno não caber no ciclo do postoCIL abandonado em 2 semanas — corrente volta a operar secarebalancear o posto (13 min/turno) + auditoria semanal do líder no quadro do pilar
Ex.: gabarito de alinhamento danificado ou extraviadovolta da troca "no aperto do mecânico" — desalinhamento de novogabarito cativo preso à máquina + unidade reserva na manutenção
Ex.: engate do ponto remoto vazar sob vibraçãograxa no piso e ponto sem lubrificação outra vezengate com trava homologado + inspeção do ponto no CIL diário

Aprovação do plano

Ex.: aprovado pelo gerente industrial (patrocinador e dono do pilar FI) em 03/10 — investimento de R$ 64 mil dentro dos R$ 68 mil estimados na priorização; B/C estimado de 9,8 mantido

Dica do especialista

Contramedida na fonte vale mais que inspeção no fim: o ponto de lubrificação remoto elimina a condição; a inspeção só a encontra depois. Confira ação a ação: qual causa comprovada ela bloqueia? Ação sem causa é remendo — segura o mês, não impede a volta. Separe o que restaura a condição básica (CIL, rota, etiquetas) do que melhora o projeto do equipamento (acesso, gabarito, preventiva por condição): o plano precisa dos dois. E some TUDO no "quanto", inclusive as horas da equipe e do treinamento — é esse custo que entra no B/C real da Verificação (C11).

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