Academia TPM
Cases de aplicação

Perda crônica não escolhe setor.

Onde existe equipamento, processo e indicador, o TPM resolve — quebra de máquina, pequenas paradas, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com sua Folha de Kobetsu Kaizen fechada.

L
Case detalhado · Logística · TP-2026-004

Redução de Erros de Separação de Pedidos (Picking) no Centro de Distribuição SP

Logística — CD São Paulo · Jul/2026 – Dez/2026 · Pilar FI — Melhoria Específica (Kobetsu Kaizen) · Kobetsu Kaizen

P

Planejar

R$ 888 mil/ano de perda valorizada e a causa provada no próprio processo: restaurada a condição básica do WMS, reativar o scan na rua 7 derrubou o erro de 4,1% para 1,2% — e a hipótese da rotatividade caiu na estratificação.

case completo

O CD São Paulo expede 48 mil pedidos/mês e 2,8% saíam com erro de separação, mais de três vezes a referência interna de 0,8%: ~1.340 pedidos errados/mês, valorizados em R$ 74 mil/mês (R$ 888 mil/ano) entre logística reversa, reenvio e créditos — além de 210 reclamações/mês, OTIF de 91% e produtividade de 118 linhas/hora. No mapa das 16 grandes perdas, o erro de picking entra como perda por defeito e retrabalho, puxando junto a perda de logística (movimentação e reversa). A folha de verificação censitária cobriu 100% dos ~2.200 pedidos/dia e a estratificação fechou o alvo: itens fracionados (58%), turno noturno (47%), com item trocado (43,1%) e quantidade divergente (30,0%) somando 73,1%. A restauração da condição básica foi decisiva: a limpeza e inspeção das ruas 5–9 e a varredura das parametrizações do WMS abriram 19 etiquetas de anomalia e revelaram o scan de confirmação desativado 'pra ganhar tempo' e a trava de quantidade dormindo desparametrizada havia 3 anos — invisível em qualquer relatório. Com a condição restaurada, o teste na rua 7 derrubou o erro de 4,1% para 1,2% e a trava no turno 3 cortou 61% das divergências, enquanto a hipótese da rotatividade caiu na estratificação por tempo de casa. Tema proporcional, com B/C estimado de 12 e plano 5W2H de 7 contramedidas por R$ 27,4 mil. (projeto ilustrativo)

Onde o erro acontece: modos de falhadados do case
100%75%50%25%0%43,1%30%14%7%4%1,9%acum.Item trocadoQtd. divergenteItem faltanteEtiqueta/volume erradoItem avariadoOutros
Estratificação da folha de verificação censitária: item trocado e quantidade divergente somam 73,1% dos 1.340 erros/mês — a fatia da perda que o Kobetsu Kaizen ataca.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual perda este projeto ataca — e onde ela aparece no mapa das 16 grandes perdas da área?

O mapa das 16 grandes perdas do CD classificou as perdas por processo: defeito e retrabalho (erro de separação), perda de logística (reversa e movimentação), avaria de manuseio, ociosidade de doca e perdas de mão de obra (hora extra de conferência). A perda atacada é o erro de picking — 2,8% dos 48 mil pedidos/mês (~1.340 pedidos errados), mais de 3 vezes a referência interna de 0,8%, puxando OTIF de 91% e 210 reclamações/mês.

P2 Quanto essa perda custa por ano? (valorização em R$, com memória de cálculo)

Valorização com memória de cálculo validada pelo Financeiro: frete de logística reversa, reenvio, crédito ao cliente e horas de tratativa — R$ 74 mil/mês → R$ 888 mil/ano. É a maior perda do CD no Pareto perda-custo e a régua que mede o ganho no fim; reclamações e OTIF entram como indicadores de apoio.

P3 Qual o OEE de partida decomposto — e em qual fator a perda bate? (ou a régua do pilar: MTBF/MTTR, taxa de defeito)

Régua do projeto — erro e produtividade, e não OEE de equipamento, porque a operação é de separação manual assistida por WMS: (1) % de pedidos com erro no censo de 100% dos ~2.200 pedidos/dia: 2,8%; (2) produtividade da separação: 118 linhas/hora; (3) OTIF: 91%. A perda bate na qualidade da entrega (defeito de primeira passagem) e cobra a fatura na logística reversa — por isso qualquer contramedida precisa provar que não derruba a produtividade.

P4 Onde, quando e como a perda se concentra? (estratificação + Pareto perda-custo)

Estratificação censitária (100% dos ~2.200 pedidos/dia na folha de verificação): 58% dos erros em itens fracionados, 47% no turno noturno; por modo de falha, item trocado 43,1% e quantidade divergente 30,0% — 73,1% somados. O Pareto perda-custo definiu o alvo: fracionados, com foco nos dois modos dominantes.

P5 Por que este tema é proporcional — atacável em ~3 meses e dentro da autoridade do time?

Tema proporcional: os dois modos dominantes concentram a perda e as contramedidas estão dentro da autoridade da operação do CD com o analista de WMS (parametrização, endereçamento, rotina de conferência) — sem CAPEX e atacável em 3 meses. A automação de conferência por esteira, que depende de investimento pesado e projeto corporativo, ficou de fora e volta pro mapa de perdas remanescentes.

P6 Qual o B/C estimado do projeto — e por que ele vence os concorrentes?

Priorização pelo B/C estimado: benefício de R$ 576 mil/ano (erro de 2,8% → 1,0% em escala) contra custo estimado de R$ 48 mil (R$ 27,4 mil de contramedidas + horas de equipe e treinamento) → B/C estimado de 12,0, primeiro do Pareto perda-custo do CD, à frente da automação de conferência por esteira (B/C 2,1, investimento pesado).

P7 Qual é o tema e a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo, na régua da perda)

Tema: reduzir o erro de separação de pedidos no CD SP. Meta: de 2,8% para 1,0% até 11/12/2026, medido na mesma folha de verificação censitária consolidada em carta semanal, sem perder mais de 3% de produtividade. KPI: % de pedidos com erro, linhas/hora e OTIF (≥96%). KAI: % de pedidos com scan executado, % com confirmação de quantidade e auditorias em camadas realizadas.

P8 Qual é o pilar âncora do projeto — e quais as interfaces com outros pilares?

Pilar âncora: Melhoria Específica — FI (ataque à perda priorizada por custo, com Pareto perda-custo, Why-Why e gestão por B/C). Interfaces: AM (condição básica do posto e da parametrização do WMS restaurada e mantida por rotina de inspeção — o equivalente ao CIL na operação logística), E&T (habilidade e disciplina dos separadores, matriz de habilidades e LPP no posto) e QM (conferência cega como barreira de detecção enquanto a condição não segura sozinha, na lógica da Matriz QA).

P9 Quem participa do projeto — papéis, patrocinador e cronograma por fases?

Equipe: eu como líder de operação do CD, um analista de WMS, o supervisor do turno noturno, um conferente e um separador experiente. Patrocinador: gerente de logística, dono do pilar FI na rede. Cronograma: P até 16/10, D em piloto nas ruas 5–9 de 19/10 a 20/11, C até 05/12, A até 11/12 — rito diário de 10 minutos no quadro durante o piloto.

P10 O que a restauração da condição básica revelou que o apontamento não mostrava? (limpeza inicial + etiquetas)

A restauração da condição básica entregou o projeto — e provou que parametrização de sistema é condição básica tão crítica quanto condição de máquina. Limpeza e inspeção das ruas 5–9 com a equipe, mais varredura das parametrizações críticas do WMS, abriram 19 etiquetas de anomalia: 13 azuis, resolvidas pela própria operação (endereços sem etiqueta legível, porta-paletes com resíduo de embalagem, coletores com bateria fora do rack de carga, corredores com pallets fora de área), e 6 vermelhas (scan de confirmação desativado 'pra ganhar tempo', trava de quantidade desparametrizada havia 3 anos, itens similares em endereços vizinhos, coletor com leitor sujo lendo 1 em cada 8 tentativas). Fotos, prints do WMS e o registro dos testes anexados.

P11 Quais causas foram levantadas (4M/Ishikawa) — e como cada hipótese foi testada com dados?

Ishikawa 4M: Máquina/sistema (scan off, trava dormente, leitor sujo), Método (endereçamento de similares, conferência amostral), Mão de obra (rotatividade, disciplina no noturno) e Material (embalagens parecidas de fracionados). Testes no processo, já com a condição básica restaurada: reativar o scan na rua 7 → erro de 4,1% pra 1,2% (confirma); trava de quantidade no turno 3 → −61% de divergências (confirma); estratificação por tempo de casa → erro igual entre novatos e veteranos (descarta rotatividade). O leitor sujo, corrigido na restauração, saiu da lista de causas ativas. Descartadas documentadas.

P12 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência final? (Why-Why ou análise P-M)

Why-Why 1: item trocado → separador não confirma o item → scan desativado → desativado 'pra ganhar tempo' sem avaliação de risco → nenhum controle sobre alteração de parametrização do WMS (causa raiz 1). Why-Why 2: quantidade divergente → sem confirmação de quantidade → trava desparametrizada há 3 anos → nenhuma rotina de inspeção revisa parametrizações críticas (causa raiz 2). As duas explicam os 73,1% do Pareto e a concentração em fracionados — teste de consistência fechado.

D

Executar

Piloto nas ruas 5 a 9 com LPP e OJT no posto: travas reativadas no WMS a custo zero, endereços reorganizados e o desvio do noturno corrigido no próprio posto.

case completo

A execução rodou em piloto nas ruas 5 a 9 entre 19/10 e 20/11/2026, com critério de sucesso definido antes: erro semanal ≤ 1,0% por 4 semanas e queda de produtividade de no máximo 3% (piso de 114 linhas/hora). O scan obrigatório e a confirmação de quantidade foram reativados no WMS sem custo — a condição básica do sistema restaurada, contramedida dormindo dentro do próprio processo —, a identificação por cor e a reorganização de endereços separaram os similares nas ruas do piloto e a conferência cega virou barreira de detecção, com o indicador de erro por turno atualizado diariamente no quadro. O treinamento veio antes da virada: todos os separadores e conferentes dos 3 turnos passaram por LPP e OJT nos padrões atualizados, com presença assinada. O desvio do percurso — separadores do noturno pulando a confirmação de quantidade — foi tratado com entrevista estruturada no posto e reforço de OJT, sem punição, e as etiquetas de cor foram plastificadas pra resistir ao manuseio. Tudo na Folha de Kobetsu Kaizen, com custo dentro dos R$ 27,4 mil.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

D1 Quais contramedidas bloqueiam cada causa comprovada? (5W2H)

O 5W2H fechou com 7 contramedidas amarradas às causas: reativação do scan obrigatório (causa 1) e da confirmação de quantidade (causa 2) no WMS — custo zero; controle formal de alteração de parametrização (causa 1); rotina trimestral de inspeção das parametrizações críticas, no espírito do CIL (causa 2); reorganização de endereços com identificação por cor (similares); conferência cega como detecção; e LPP/OJT dos 3 turnos. Total orçado: R$ 27,4 mil.

D2 Como as contramedidas foram executadas — datas reais, evidências e ferramentas do pilar aplicadas?

Piloto nas ruas 5–9 de 19/10 a 20/11: travas reativadas em 19/10 (prints do WMS anexados), endereços reorganizados e etiquetas de cor instaladas em 21–23/10, conferência cega rodando desde 26/10 e o quadro diário de erro e produtividade por turno desde o primeiro dia. As ferramentas do pilar conduziram: Pareto perda-custo definindo a ordem das ações, qualidade na fonte da separação e gestão à vista da operação — com critério de sucesso pactuado antes (erro ≤1,0% por 4 semanas, produtividade não abaixo de 114 linhas/hora).

D3 Como o time foi comunicado e treinado ANTES de virar a chave? (LPP/OJT)

Treinamento antes da virada: todos os separadores e conferentes dos 3 turnos passaram por OJT nos padrões atualizados (scan, confirmação de quantidade, endereçamento por cor e conferência cega) entre 14 e 17/10, com presença assinada e LPPs publicadas nas ruas do piloto. O comercial e o SAC foram comunicados do piloto pra leitura correta das reclamações no período.

D4 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi decidido em cada um?

Desvio registrado: na segunda semana, separadores do noturno pulavam a confirmação de quantidade nos picos. Tratamos no posto com entrevista estruturada (por que pula? — a tela extra parecia redundante) e reforço de OJT com a LPP na mão, sem punição; a incidência zerou na semana seguinte e o tema entrou na matriz de habilidades. Ajuste físico: etiquetas de cor plastificadas após desgaste no manuseio (registro em ata).

D5 A Folha de Kobetsu Kaizen está atualizada com a execução completa?

Folha de Kobetsu Kaizen atualizada com a execução: prints das parametrizações, as 19 etiquetas com status de tratamento, fotos dos endereços antes/depois, listas de OJT, registro da entrevista estruturada do noturno, curva diária do erro e da produtividade no piloto e o 5W2H com datas reais e custo realizado. Dossiê pronto pra verificação.

C

Checar

Na mesma régua censitária: erro de 4,1% para 1,3% nas ruas do piloto, produtividade de 118 para 116 linhas/hora e OTIF de 91% para 95,8% — R$ 576 mil/ano projetados com B/C real de 12,0.

case completo

A verificação usou o mesmo item de controle e a mesma forma de medir do início: a folha de verificação censitária, consolidada na carta semanal, com produtividade e OTIF ao lado. Nas ruas 5 a 9, o erro caiu de 4,1% para 1,3% já na terceira semana do piloto — e os KAIs explicam a queda: 99,6% dos pedidos com scan executado e 99,2% com confirmação de quantidade, exatamente as duas condições restauradas, sem re-subida dos modos de falha atacados. A produtividade recuou de 118 para 116 linhas/hora (−1,8%), dentro do limite de 3% pactuado com a operação, e o OTIF do recorte subiu de 91% para 95,8%. Em escala, o ganho projetado é de R$ 576 mil/ano (erro do CD de 2,8% para 1,0%, reclamações de 210 para ~75/mês), contra custo total de R$ 48 mil: B/C real de 12,0. A confirmação plena depende da expansão iniciada em 23/11, com fechamento em 11/12 — se o patamar não segurar em escala, o combinado é voltar à condição básica e ao Why-Why antes de qualquer contramedida nova.

Erro de separação no piloto (ruas 5 a 9)dados do case
4,7%3,5%2,4%1,2%0%meta · 1%4,1%1,3%antes do piloto (ruas 5–9)semana 3 do piloto
Verificação na mesma régua censitária: nas ruas 5 a 9, o erro caiu de 4,1% para 1,3% já na terceira semana do piloto, com a produtividade preservada (118 → 116 linhas/hora).
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado? (KPI + KAI)

KPI na mesma régua censitária e no mesmo formato de gráfico do início: erro nas ruas do piloto de 4,1% → 1,3% na terceira semana, sustentado até o fim; produtividade de 118 → 116 linhas/hora (−1,8%, limite pactuado −3%); OTIF do recorte do piloto de 91% → 95,8%. KAI: 99,6% dos pedidos com scan e 99,2% com confirmação de quantidade — a queda veio exatamente das barreiras restauradas.

C2 Qual o ganho validado em R$ na régua da valorização — e qual o B/C real do projeto?

Ganho decomposto na régua do projeto: 62% da redução vem do modo 'item trocado' (scan) e 31% de 'quantidade divergente' (trava), com o restante em etiqueta/volume — e sem custo de produtividade relevante (−1,8%). Validação na MESMA régua da valorização e com o Financeiro: em escala, erro de 2,8% → 1,0% projeta R$ 48 mil/mês recuperados ≈ R$ 576 mil/ano, mais a queda das reclamações de 210 pra ~75/mês. Custo total realizado: R$ 48 mil (R$ 27,4 mil de contramedidas + horas e treinamento). B/C real = 12,0.

C3 O resultado sustentou ao longo do monitoramento — e o que você faria se não sustentasse?

Quatro semanas de piloto com o erro estabilizado abaixo de 1,5% e sem re-subida dos dois modos atacados — inclusive nos picos de fim de mês, o evento crítico da operação. A sustentação em escala se prova na expansão (iniciada em 23/11): se o patamar regredir com o volume total, voltamos à condição básica e ao Why-Why — foi assim que as causas apareceram da primeira vez.

C4 Houve efeitos secundários — em segurança, qualidade ou outras perdas?

Efeitos secundários checados: a produtividade caiu só 1,8% (o scan custa segundos, o erro custava horas de reversa) e a hora extra de conferência recuou junto — entra como ganho adicional a validar. Nenhum efeito em segurança nem em avaria; o SAC registrou a primeira semana sem reclamação de item trocado em 3 anos.

A

Agir

Travas como configuração-padrão do WMS, rotina trimestral de inspeção de parametrizações e pillar board com 4 gatilhos — a condição não tem como se deteriorar escondida, e a réplica já mira o CD Nordeste.

case completo

A padronização amarrou o ganho onde a causa morava: o SOP-LOG-014 de picking de fracionados passou a exigir scan e confirmação de quantidade, o SOP-LOG-021 formalizou a conferência cega e a IT-LOG-007 fixou o endereçamento com identificação por cor — todos versionados e treinados via LPP e OJT até 04/12/2026, com registro e integração de novos separadores atualizada. As travas viraram configuração-padrão do WMS, alteráveis só com aprovação da gerência, e a rotina trimestral de inspeção das parametrizações críticas — o CIL do sistema — bloqueou de vez a condição que ficou deteriorada e invisível por 3 anos. O pillar board do CD acompanha erro semanal (limite 1,0%), produtividade (piso 114 linhas/hora) e OTIF (≥96%) com auditoria em camadas e plano de reação de 4 gatilhos, com dona de processo definida desde 11/12/2026. Expansão horizontal em dois passos: o rollout no CD inteiro (em curso, fecha 11/12) e a réplica da sistemática pro CD Nordeste em fev/2027, com benefício adicional estimado de R$ 310 mil/ano. Próximo ataque pelo mapa de perdas: o item faltante, terceiro modo do Pareto.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

A1 Que padrão foi criado ou revisado? (SOP/CIL/LPP com número, versão e data)

Padrões publicados com número, versão e data: SOP-LOG-014 v3 (picking de fracionados com scan e confirmação de quantidade obrigatórios), SOP-LOG-021 v1 (conferência cega), IT-LOG-007 v2 (endereçamento com identificação por cor e regra de separação de similares) e a rotina de inspeção do posto e dos coletores (CIL-LOG-002 v1, herdada da restauração da condição básica), mais 3 LPPs nas ruas. As travas do WMS viraram configuração-padrão documentada, alterável só com aprovação formal da gerência.

A2 Quem foi treinado no padrão — e como fica quem chegar depois? (OJT + matriz de habilidades)

OJT registrado com 100% dos separadores e conferentes dos 3 turnos até 04/12/2026, com avaliação prática nas ruas; os padrões entraram na matriz de habilidades da operação e no onboarding de novos separadores — interface com o pilar de Educação & Treinamento, fechando o ciclo da entrevista estruturada aplicada no desvio do noturno.

A3 Como fica a gestão à vista que segura o ganho? (pillar board: item de controle + plano de reação)

Pillar board do CD: carta semanal do erro (limite de reação 1,0%), produtividade (piso 114 linhas/hora) e OTIF (≥96%), com os KAIs de scan e confirmação, auditoria em camadas (líder diária, supervisão semanal, gerência mensal) e plano de reação de 4 gatilhos — do desvio pontual na rua à revisão emergencial de parametrização. Dona do processo formalizada em 11/12/2026.

A4 Onde mais a solução se aplica — e qual o plano de expansão horizontal?

Expansão horizontal em dois passos: rollout pro CD inteiro iniciado em 23/11 (fecha em 11/12, levando o erro de 2,8% pra 1,0% em escala) e réplica da sistemática completa — travas, endereçamento por cor, conferência cega e inspeção trimestral de parametrizações — pro CD Nordeste em fev/2027, com benefício adicional estimado de R$ 310 mil/ano já lançado no mapa de perdas da rede. Multiplicadores: o supervisor do noturno e o conferente do piloto.

A5 Quais as lições aprendidas, as perdas remanescentes e o próximo ataque indicado pelo mapa de perdas?

Lições: parametrização de sistema é condição básica tão crítica quanto condição de máquina — e se deteriora sem aparecer em relatório nenhum; restaurar a condição básica antes de analisar fez o teste controlado na rua 7 provar a causa em uma semana, o que meses de análise de dados não fechavam; e a entrevista estruturada resolveu o desvio do noturno sem punição, preservando o time. Remanescente no mapa de perdas: item faltante (3º do Pareto, 187 erros/mês) — recomendado como próximo Kobetsu Kaizen. Folha de Kobetsu Kaizen arquivada no acervo do pilar FI.

Resultado do projeto

Ancorado no pilar de Melhoria Específica (FI) e conduzido como Kobetsu Kaizen, o projeto atacou a maior perda do CD São Paulo no mapa das 16 grandes perdas — defeito e retrabalho na separação, com a perda de logística como acompanhante: 2,8% dos 48 mil pedidos/mês saíam com erro, valorizados em R$ 888 mil anuais. A régua é erro e produtividade, não OEE de máquina: % de pedidos com erro no censo, linhas separadas por hora e OTIF. A restauração da condição básica revelou o que nenhum relatório mostrava — o scan de confirmação desativado e a trava de quantidade dormente no WMS havia 3 anos —, o Why-Why fechou as duas causas raiz e as travas voltaram como configuração-padrão do sistema: o erro caiu de 4,1% para 1,3% nas ruas do piloto, com produtividade de 118 para 116 linhas/hora (−1,8%, dentro do limite de 3% pactuado) e OTIF do recorte subindo de 91% para 95,8%. Em escala, o ganho projetado é de R$ 576 mil/ano, com B/C real de 12,0. OTIF ≥ 96% e erro ≤ 1,0% seguem como itens de controle no pillar board, e a sistemática já está na fila de expansão horizontal para o CD Nordeste. (projeto ilustrativo)

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