Academia TPM
Cases de aplicação

Perda crônica não escolhe setor.

Onde existe equipamento, processo e indicador, o TPM resolve — quebra de máquina, pequenas paradas, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com sua Folha de Kobetsu Kaizen fechada.

M
Case detalhado · Marketing · TP-2026-011

Aumento da Conversão de Leads em Visitas Agendadas nos Lançamentos Imobiliários

Marketing e Vendas — Lançamentos Imobiliários · Mar/2026 – Ago/2026 · Pilar E&T — Educação & Treinamento · Educação & Treinamento — matriz de habilidades

P

Planejar

De cada 100 leads pagos a R$ 74, só 8 viravam visita — e a varredura do funil mostrou que ninguém tinha sido treinado num padrão que nunca foi escrito.

case completo

As campanhas de lançamento do Grupo Altavia geram ~3.200 leads/mês a R$ 74 cada, mas só 8,4% viravam visita agendada em até 7 dias. Como líder do projeto, abri o mapa das 16 grandes perdas na leitura da área comercial: a maior fatia é perda de mão de obra por falta de habilidade — atendimento fora de padrão que abandona lead pago —, valorizada em ~R$ 1,4 milhão anuais de mídia sem retorno. A régua do pilar de Educação & Treinamento (não há OEE aqui): lead time da primeira resposta, taxa de atendimento fora do padrão e retrabalho de recontato, com a conversão como KPI de negócio. A estratificação de 2.480 leads deu o endereço: 19% de conversão com resposta em menos de 30 minutos contra 4% após 4 horas, e 62% dos leads chegando fora do plantão. A restauração da condição básica do processo — varredura do funil, que no atendimento é inspeção — abriu 23 anomalias etiquetadas e achou 340 leads em aberto sem um único toque; 60 deles, dados como perdidos, recontatados com cadência, converteram 18%. O Why-Why fechou a causa raiz na habilidade nunca desenvolvida por ausência de padrão, e o 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 18.700, com B/C estimado de 9,0.

Pareto perda-custo da estratificação: motivos de perda de leads (amostra de 420)dados do case
100%75%50%25%0%38,1%26%19%10%6,9%acum.1ª resposta acima de 4hSem cadência de follow-upLead mal qualificado (segmentação ampla)Distribuição desigual entre corretoresOutros
A primeira resposta acima de 4h (38,1%) e a ausência de cadência (26,0%) somam 64% das perdas — o alvo do ciclo Kobetsu Kaizen ancorado no pilar de Educação & Treinamento; com a segmentação ampla, 83,1%.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual perda este projeto ataca — e onde ela aparece no mapa das 16 grandes perdas da área?

O mapa das 16 grandes perdas foi transposto pra área comercial: as perdas de mão de obra (erro por falta de habilidade, espera pelo atendimento e retrabalho de recontato) dominam o funil de lançamentos, ao lado de perdas de recurso (mídia paga sem retorno). A perda atacada: leads pagos abandonados por atendimento fora de padrão — a maior fatia do mapa. De ~3.200 leads/mês a R$ 74 (R$ 236,8 mil de mídia), só ~269 viravam visita — e a velocidade de vendas dos lançamentos rodava a 4,9% ao mês contra 7,0% do plano de incorporação.

P2 Quanto essa perda custa por ano? (valorização em R$, com memória de cálculo)

Valorização em R$ com memória de cálculo validada pela Controladoria: a fatia da mídia desperdiçada nos leads abandonados por atendimento fora de padrão (resposta lenta + sem cadência, 64% do Pareto perda-custo) soma ~R$ 118 mil/mês, R$ 1,4 milhão anuais em investimento sem retorno. A memória usa o custo por lead real do CRM e a classificação de perda por motivo — régua fechada antes de começar, porque é nela que o ganho vai ser medido no final.

P3 Qual o OEE de partida decomposto — e em qual fator a perda bate? (ou a régua do pilar: MTBF/MTTR, taxa de defeito)

A régua deste projeto é a do pilar de Educação & Treinamento, não o OEE: (a) lead time da primeira resposta — média de 6h40, com 62% dos leads chegando fora do plantão; (b) taxa de atendimento fora do padrão — 100%, porque não existia padrão de prazo nem de cadência; (c) retrabalho de recontato — 340 leads em aberto sem toque, reabertos manualmente. Matriz de habilidades de partida: dos 28 corretores e 4 SDRs, nenhum tinha proficiência avaliada em atendimento digital (0 de 32). KPI de negócio: conversão de lead em visita, 8,4%.

P4 Onde, quando e como a perda se concentra? (estratificação + Pareto perda-custo)

A estratificação de 2.480 leads deu o endereço da perda: 19% de conversão quando a primeira resposta sai em menos de 30 minutos contra 4% após 4 horas; 62% dos leads chegam fora do horário do plantão e convertem 5,1% contra 12,3% em horário comercial. O Pareto perda-custo de 420 leads perdidos: primeira resposta acima de 4h (160, 38,1%), sem cadência de follow-up (109, 26,0%), lead fora do perfil (80), distribuição desigual (42), outros (29).

P5 Por que este tema é proporcional — atacável em ~3 meses e dentro da autoridade do time?

Tema proporcional: as duas primeiras barras somam 64% da perda e são resolvíveis dentro da autoridade do time — padrão de atendimento, treinamento e configuração do CRM —, sem CAPEX, sem novo headcount e com ciclo de ~3 meses. A qualificação de leads (terceira barra, 80 casos) é multicausal, cruza mídia e produto, e foi pro mapa de remanescentes. O ataque é o do pilar de Educação & Treinamento na área transacional: erro por falta de habilidade se elimina com padrão + dojo + OJT, não com mais verba.

P6 Qual o B/C estimado do projeto — e por que ele vence os concorrentes?

Priorização fechada pelo B/C estimado: benefício de R$ 850 mil/ano (recuperando ~60% da perda valorizada, via mídia liberada pra corte mantendo o volume de visitas) contra custo estimado de R$ 95 mil (dojo, LPPs, OJT dos 32, escala do plantão digital, configuração do CRM e horas da equipe): B/C ≈ 9,0 — primeiro da carteira do funil, à frente do projeto de qualificação de leads (B/C 3,5), que ficou pro giro seguinte.

P7 Qual é o tema e a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo, na régua da perda)

Tema: elevar a conversão de leads novos em visitas agendadas em até 7 dias. Meta: de 8,4% para 14% (alta de 67%) até 28/08/2026, sem aumento de verba de mídia nem do quadro de corretores. KPI: conversão por coorte semanal no CRM e custo por visita; KAI: % de leads com primeira resposta em até 15 minutos, adesão à cadência de 5 toques e % da equipe com proficiência avaliada na matriz de habilidades — a atividade que explica o resultado.

P8 Qual é o pilar âncora do projeto — e quais as interfaces com outros pilares?

Pilar âncora: Educação & Treinamento — o projeto exercita a matriz de habilidades por lançamento (quem está liberado pra atender o quê), o dojo de atendimento digital (treino com casos reais antes de tocar em lead novo), a LPP no posto e o OJT com avaliação prática. Interfaces: TPM Administrativo (fluxo de informação e distribuição do lead — a roleta parada em fim de semana) e Melhoria Específica (a perda entrou pelo Pareto perda-custo e sai medida em R$).

P9 Quem participa do projeto — papéis, patrocinador e cronograma por fases?

Equipe: eu na liderança (marketing), Bruno Tavares (comercial/plantão digital), Juliana Prates (CRM), Rafael Siqueira (mídia/segmentação). Patrocinador: Eduardo Vilela, da Diretoria Comercial e de Incorporação — dono do pilar de Educação & Treinamento no corporativo. Cronograma: P até 05/06, D (piloto de 6 semanas no Mirante do Parque + rollout) até 31/07, C até 21/08, A até 28/08, com ritual semanal de 15 minutos no quadro do pilar, sobre o painel do CRM.

P10 O que a restauração da condição básica revelou que o apontamento não mostrava? (limpeza inicial + etiquetas)

Restauração da condição básica do processo de atendimento, antes de qualquer análise: no atendimento, varrer o funil é inspecionar. A varredura de 3 dias sobre a base ativa abriu 23 anomalias etiquetadas — 14 azuis (o próprio time resolve: filas de leads sem dono, respostas-modelo desatualizadas, listas de contato duplicadas, agenda de visita sem confirmação) e 9 vermelhas (dependem de TI/CRM: sem alerta de lead novo, roleta manual que só roda em dia útil, carimbo de tempo de resposta inexistente, formulário sem qualificação). O achado que o apontamento escondia: 340 leads em aberto sem um único toque, e o lead de sábado às 21h respondido 26 horas depois. Com a condição básica restaurada, 60 leads dados como perdidos foram recontatados na cadência e converteram 18% — o funil estava sujo, não vazio.

P11 Quais causas foram levantadas (4M/Ishikawa) — e como cada hipótese foi testada com dados?

Ishikawa 4M do workshop de 07/05, com 16 causas levantadas: Método — sem prazo padrão de primeira resposta, sem cadência obrigatória, roleta manual só em dia útil; Mão de obra — nenhum corretor ou SDR treinado e avaliado em atendimento digital, sem escala noturna; Máquina/sistema — CRM sem alerta de lead novo e sem carimbo de tempo de resposta; Material/mídia — segmentação ampla. Testes com dados: “lead mal qualificado é a causa principal” caiu — os 60 leads recontatados converteram 18% (mais que o dobro da média) e a segmentação responde por só 19% do Pareto; “falta de verba” caiu — o custo por lead estava no teto e a perda acontecia DEPOIS do clique. Sobreviveram as hipóteses de habilidade e método, confirmadas pelo cruzamento dos 2.480 leads (19% × 4% por tempo de resposta).

P12 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência final? (Why-Why ou análise P-M)

Why-Why fechado: lead não vira visita → esfria sem resposta → a primeira resposta demora horas e a cadência para no segundo toque → cada corretor atende do seu jeito, sem prazo nem sequência definida → ninguém foi treinado num padrão de atendimento digital → o padrão nunca foi escrito, e por isso nunca houve LPP no posto, dojo nem matriz de habilidades pra sustentá-lo (causa raiz — falta de habilidade induzida pela ausência de padrão, não falha de esforço individual). Evidência final: 0 de 32 profissionais com proficiência avaliada, o cruzamento dos 2.480 leads, o Pareto dos 420 perdidos (64% nas duas causas) e o experimento dos 60 recontatados com 18% de agendamento.

D

Executar

Dojo e OJT antes de virar a chave: 28 corretores e 4 SDRs avaliados, LPP no posto e o padrão travado no CRM já no piloto do Mirante do Parque.

case completo

A execução seguiu a disciplina da Manutenção Produtiva Total: treinar ANTES, executar registrando, tratar desvio na hora. Entre 01 e 05/06, os 28 corretores e 4 SDRs passaram pelo dojo de atendimento digital (simulação com leads reais gravados), receberam as 4 LPPs no posto e fizeram OJT dentro do próprio CRM com avaliação prática — ninguém atendeu no novo padrão sem proficiência registrada na matriz de habilidades. Só então o piloto rodou 6 semanas no Residencial Mirante do Parque (08/06 a 17/07), com o plantão digital respondendo em até 15 minutos das 8h às 22h nos 7 dias, a cadência de 5 toques em 7 dias travada no CRM com primeiro toque automático via WhatsApp, a roleta automática com limite por corretor e a segmentação ajustada. O desvio detectado — corretores encerrando a cadência cedo — foi bloqueado na fonte: o fluxo virou obrigatório e não editável, poka-yoke de processo em vez de apelo à disciplina. O prazo de resposta foi cumprido em 96% dos leads e o piloto fechou em 13,6% (critério: 12%), liberando o rollout em 20/07.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

D1 Quais contramedidas bloqueiam cada causa comprovada? (5W2H)

O 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 18.700, cada uma ligada à causa: dojo de atendimento digital de 4 horas com casos reais e matriz de habilidades por lançamento (bloqueia a falta de habilidade); 4 LPPs no posto — prazo de primeira resposta, roteiro dos 5 toques, uso da roleta e qualificação no formulário (bloqueia o atendimento sem padrão); plantão digital com resposta em até 15 minutos, 8h–22h nos 7 dias (bloqueia a resposta lenta fora do horário); cadência obrigatória de 5 toques em 7 dias no CRM com primeiro toque automático via WhatsApp (bloqueia o abandono); roleta automática com limite por corretor e redistribuição em 10 minutos sem resposta (bloqueia a fila parada); e ajuste de segmentação com formulário de qualificação (ataca a terceira barra).

D2 Como as contramedidas foram executadas — datas reais, evidências e ferramentas do pilar aplicadas?

O ciclo rodou no piloto do Mirante do Parque (08/06 a 17/07) e no rollout aos 3 lançamentos a partir de 20/07. Ferramentas do pilar de Educação & Treinamento aplicadas: dojo com casos reais, LPP no posto, OJT no próprio CRM com avaliação prática e liberação por proficiência na matriz de habilidades. Somadas à contramedida na fonte — a cadência travada no sistema, poka-yoke transacional — e à gestão à vista no painel do CRM com carimbo automático do tempo de primeira resposta. Execução total por R$ 18.700, dentro do orçado.

D3 Como o time foi comunicado e treinado ANTES de virar a chave? (LPP/OJT)

Antes da virada, entre 01 e 05/06: dojo de 4 horas com os 28 corretores e 4 SDRs (simulação com leads reais gravados e correção na hora), 4 LPPs publicadas no posto e OJT dentro do CRM com avaliação prática — lista de presença e nota de proficiência registradas na matriz de habilidades. Regra dura: quem não tinha proficiência avaliada não recebia lead do novo fluxo. O plantão digital recebeu LPP específica da escala das 8h às 22h, e Marketing e Comercial instituíram o ritual semanal de 15 minutos no quadro do pilar — o canal formal do projeto.

D4 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi decidido em cada um?

Três desvios registrados e decididos: corretores encerravam a cadência após o segundo toque — reconfigurada como fluxo obrigatório e não editável (bloqueio no sistema, não apelo); um corretor estava de férias no dojo e foi treinado e avaliado na volta, antes de assumir lead novo; e o chatbot de agendamento fim a fim foi adiado pra um ciclo futuro, pra não atrasar as ações principais. Nenhum desvio alterou escopo nem orçamento.

D5 A Folha de Kobetsu Kaizen está atualizada com a execução completa?

A Folha de Kobetsu Kaizen foi atualizada com a execução completa: painel do CRM com o carimbo do tempo de resposta lead a lead, fluxos de cadência configurados, as 4 LPPs, listas do dojo e as avaliações de proficiência na matriz de habilidades, folhas de verificação semanais das coortes — 96% dos leads respondidos no prazo e 13,6% de conversão no piloto, tudo documentado pro Checar.

C

Checar

Na mesma régua: 14,8% consolidado, lead time de resposta de 6h40 pra 11 minutos e ganho validado de R$ 780 mil/ano — B/C real 8,2.

case completo

A verificação usou a mesma régua da valorização: coorte semanal de leads novos no CRM, mesmo critério de contagem. O piloto fechou em 13,6% contra 8,4% e, após o rollout de 20/07, o gráfico sequencial mostrou 12 semanas (S27–S38) entre 13,5% e 15,8%, consolidando 14,8% — meta de 14% superada, alta de 76%. Nas réguas do pilar, o lead time de primeira resposta caiu de 6h40 para 11 minutos, o atendimento fora do padrão foi a zero e o retrabalho de recontato manual desapareceu com a cadência automática. Os KAIs amarram o resultado às contramedidas: resposta em até 15 minutos em 96% dos leads, cadência obrigatória com 100% de adesão e 32 de 32 profissionais com proficiência avaliada na matriz de habilidades. A diretoria capturou o ganho mantendo o volume de visitas e cortando 22% da mídia: R$ 65 mil/mês, R$ 780 mil/ano validados pela Controladoria na mesma régua da valorização inicial — contra custo total de R$ 95 mil, B/C real de 8,2, sem efeito colateral no custo por lead.

Verificação na mesma régua: conversão baseline × pilotodados do case
16,1%12,1%8%4%0%meta · 14%8,4%13,6%baseline (mar/25–fev/26)piloto (Mirante do Parque, 6 semanas)
No piloto de 6 semanas no Mirante do Parque, a conversão saltou de 8,4% para 13,6%, acima do critério de 12% — bloqueio confirmado antes do rollout, que consolidou 14,8%.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado? (KPI + KAI)

Na mesma régua do baseline — coorte semanal no CRM, mesmo critério e mesmo formato de gráfico sequencial com linha da meta: piloto em 13,6% contra 8,4%; após o rollout, 12 semanas (S27–S38) entre 13,5% e 15,8%, linha central recalculada em 14,5% e consolidado de 14,8% nas últimas 6 semanas, sem ponto fora dos limites. Nas réguas do pilar: lead time de primeira resposta de 6h40 para 11 minutos e atendimento fora do padrão de 100% para zero. KAIs: primeira resposta ≤ 15 minutos em 96% dos leads, adesão de 100% à cadência e 32/32 com proficiência avaliada — a atividade explica o resultado.

C2 Qual o ganho validado em R$ na régua da valorização — e qual o B/C real do projeto?

O ganho foi capturado como redução de mídia mantendo o volume de visitas: 22% de corte, R$ 65 mil/mês, R$ 780 mil/ano — validado pela Controladoria exatamente na régua da valorização inicial (custo por lead real do CRM × leads abandonados por atendimento fora de padrão), com auditoria formal 6 meses após o handover. Custo total realizado: R$ 95 mil (R$ 18.700 de contramedidas + dojo e horas de treinamento + escala do plantão digital + horas da equipe). B/C real = 8,2.

C3 O resultado sustentou ao longo do monitoramento — e o que você faria se não sustentasse?

O resultado sustentou: nenhuma das 12 semanas voltou ao patamar de 8,4%, e o ganho apareceu exatamente nos fatores bloqueados — prazo de resposta, cadência e proficiência da equipe. O pico de lançamento novo em S33 (15,8%) e o vale de S36 (13,5%) ficaram dentro dos limites do gráfico. Se a conversão recuasse, o caminho seria voltar à condição básica do funil e ao Why-Why — reavaliar a matriz de habilidades e onde o lead esfria, não comprar mais mídia.

C4 Houve efeitos secundários — em segurança, qualidade ou outras perdas?

Sem efeito secundário negativo: custo por lead dentro do teto de R$ 80, quadro de corretores inalterado, e nenhuma reclamação de cadência invasiva (o roteiro de mensagens aprovado segurou o tom). Positivos: o corte de 22% da mídia liberou verba pro caixa dos lançamentos, e a matriz de habilidades passou a servir também à escala de plantão de fim de semana. Negativo controlado: o dojo consome 4 horas por profissional novo — incorporado ao roteiro de integração. Residual registrado no mapa de perdas: a qualificação dos leads (80 dos 420 casos) segue como perda candidata ao próximo giro.

A

Agir

SOP e LPPs publicados, matriz de habilidades viva, pillar board no CRM — e a expansão horizontal já alcança a revenda e as reservas da Altavia Hotéis.

case completo

A padronização travou o ganho: SOP do plantão digital, as 4 LPPs no posto, cadência obrigatória e não editável no CRM, roleta automática com regras documentadas e playbook de segmentação por lançamento — os 28 corretores e 4 SDRs treinados por OJT e avaliados, com registro na matriz de habilidades, que virou o mecanismo permanente do pilar: ninguém atende lead de lançamento sem proficiência avaliada, e todo novato passa pelo dojo antes do primeiro contato. O painel do CRM virou o pillar board do projeto: conversão semanal em gráfico sequencial (linha central 14,5%), KAIs diários de prazo de resposta, adesão à cadência e cobertura da matriz de habilidades, e plano de reação com resposta padrão pra cada sinal. No handover de 28/08 a gestão passou pra Camila Duarte. A expansão horizontal já começou: o pacote está em replicação pra equipe de revenda e pras reservas diretas da Altavia Hotéis, que sofrem do mesmo padrão de resposta lenta. Lição de método registrada: desenvolver a habilidade e escrever o padrão custou R$ 18.700 — alimentar o sintoma com mídia custaria R$ 780 mil por ano.

Item de controle: conversão semanal após o rolloutdados do case
19,4%14,6%9,7%4,9%0%limite de reação · 16,9%limite inferior · 12,1%média · 14,5%S27S28S29S30S31S32S33S34S35S36S37S38
Nas 12 semanas após o rollout (S27–S38), a conversão se manteve entre 13,5% e 15,8%, linha central 14,5%, acima da meta de 14% — recorrência zero ao patamar antigo.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

A1 Que padrão foi criado ou revisado? (SOP/CIL/LPP com número, versão e data)

Padrões criados ou revisados, todos com número, versão e data de 21/08/2026: SOP do plantão digital (resposta ≤ 15 minutos, escala 8h–22h nos 7 dias); cadência de 5 toques em 7 dias como fluxo obrigatório e não editável no CRM; roleta automática com regras documentadas (limite por corretor, redistribuição em 10 minutos); playbook de segmentação por lançamento; e as 4 LPPs publicadas no posto (prazo de primeira resposta, roteiro dos 5 toques, uso da roleta, qualificação no formulário). Na essência: o atendimento deixou de depender da disciplina e da memória individual — prazo, cadência e distribuição estão travados no sistema, e a habilidade tem padrão escrito pra ser treinada.

A2 Quem foi treinado no padrão — e como fica quem chegar depois? (OJT + matriz de habilidades)

OJT com registro: os 28 corretores e 4 SDRs treinados no próprio CRM e avaliados antes do handover, com listas e notas arquivadas na matriz de habilidades da área. A Central do plantão treinada no SOP da escala. O dojo de atendimento digital entrou na integração de novos corretores — quem chega depois faz dojo, LPP e OJT antes do primeiro lead —, e o ritual semanal de 15 minutos entre Marketing e Comercial mantém o padrão vivo.

A3 Como fica a gestão à vista que segura o ganho? (pillar board: item de controle + plano de reação)

O pillar board vive no painel do CRM + quadro da área: conversão semanal em gráfico sequencial (linha central 14,5%, limites 12,1% e 16,9%) e KAIs diários — resposta ≤ 15 min em ≥ 95% dos leads, adesão de 100% à cadência, ≥ 70% de leads no perfil, custo por lead ≤ R$ 80 e 100% da equipe com proficiência válida na matriz de habilidades. Plano de reação com 4 gatilhos: semana abaixo de 12,1% exige contenção no mesmo dia; prazo de resposta abaixo de 90% por 2 dias dispara reforço do plantão em 24h; proficiência vencida ou não avaliada tira o profissional da fila até o novo dojo; semana de lançamento novo recebe reforço preventivo de SDR. Dona do processo desde 28/08: Camila Duarte, com Bruno Tavares no elo comercial.

A4 Onde mais a solução se aplica — e qual o plano de expansão horizontal?

Expansão horizontal em duas frentes já iniciadas: o pacote (padrão de resposta + cadência + dojo + matriz de habilidades) em replicação pra equipe de revenda e estoque pronto (set/2026) e pras reservas diretas da Altavia Hotéis (out/2026), que sofrem do mesmo padrão de resposta lenta — benefício adicional estimado de R$ 200 mil/ano. Multiplicadores: os SDRs do piloto, já habilitados como instrutores do dojo.

A5 Quais as lições aprendidas, as perdas remanescentes e o próximo ataque indicado pelo mapa de perdas?

Lições: erro de atendimento não é falta de esforço, é falta de habilidade induzida por padrão inexistente — escrever o padrão e treiná-lo no dojo valeu mais que qualquer aumento de verba; e a varredura do funil (a limpeza que é inspeção, também no escritório) mostrou em 3 dias o que meses de relatório não mostravam. Se tivéssemos seguido a intuição — mais mídia, ou culpar o lead —, teríamos alimentado o sintoma. Remanescente no mapa das 16 grandes perdas da área: a qualificação dos leads — próximo ataque indicado pelo mapa de perdas. Folha de Kobetsu Kaizen arquivada no acervo do pilar de Educação & Treinamento.

Resultado do projeto

Prova de que a Manutenção Produtiva Total ataca perda de área transacional tanto quanto perda de chão de fábrica: ancorado no pilar de Educação & Treinamento, o projeto classificou a perda no mapa das 16 grandes perdas como erro por falta de habilidade no atendimento ao lead, valorizou a mídia desperdiçada em R$ 1,4 milhão anuais e provou pelo Why-Why que a habilidade nunca foi desenvolvida porque o padrão nunca existiu. Com o dojo de atendimento digital, 4 LPPs no posto, OJT avaliado dos 28 corretores e 4 SDRs, a matriz de habilidades por lançamento e o padrão travado no CRM (primeira resposta em até 15 minutos, cadência obrigatória de 5 toques e roleta automática), a conversão em visitas subiu de 8,4% para 14,8% consolidado (meta: 14%) e o lead time de primeira resposta caiu de 6h40 para 11 minutos, permitindo manter o volume de visitas com 22% menos mídia: ganho validado de R$ 780 mil/ano com a Controladoria, na mesma régua da valorização, contra custo total de R$ 95 mil — B/C real de 8,2. O pacote já está em expansão horizontal pra revenda e pras reservas diretas da Altavia Hotéis. (projeto ilustrativo)

Ver a Folha de Kobetsu Kaizen deste projeto o dossiê completo — perda, causa, contramedidas, ganho e expansão contados passo a passo: é o que a Academia espera do seu projeto

Pronto pra atacar a maior perda do seu equipamento?

Use este case como referência de profundidade — valorize a perda em R$, restaure a condição básica, prove a causa raiz com dados, prove o ganho na mesma régua e padronize pra perda não voltar.

Iniciar meu projeto